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	<title>Cão Mania &#187; doenças</title>
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	<description>O espaço do seu cão no quintal global</description>
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		<title>Eles não são eternos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 11:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Stancato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Perder o animal de estimação é triste, mas, para quem gosta de bicho, é impossível resistir à tentação de arranjar uma nova mascote. Um cão bem cuidado vive em média 15 anos. É pouco se comparado a uma tartaruga, que dura mais de um século. E pouco também em relação ao homem, cada vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://caomania.com.br/materias/eles-nao-sao-eternos/"><img class="aligncenter size-full wp-image-251" title="Eles não são eternos" src="http://caomania.com.br/wp-content/uploads/2010/06/iStock_000003125229XSmall.jpg" alt="Eles não são eternos" width="425" height="282" /></a></p>
<p>Perder o animal de estimação é triste, mas, para quem gosta de bicho, é impossível resistir à tentação de arranjar uma nova mascote.</p>
<p>Um cão bem cuidado vive em média 15 anos. É pouco se comparado a uma tartaruga, que dura mais de um século. E pouco também em relação ao homem, cada vez mais longevo, com cerca de 70 anos de vida. Se a ordem natural não sofrer nenhum revés, cedo ou tarde, o dono de um animal de estimação, que não seja um quelônio, terá de enfrentar a morte do bicho. O assunto comove a ponto de arrancar lágrimas. Que o diga quem assistiu a <a href="http://caomania.com.br/leitura/marley-e-eu-a-vida-e-o-amor-ao-lado-do-pior-cao-do-mundo/">Marley &amp; Eu</a>, filme baseado no livro do jornalista John Grogan.</p>
<p><span id="more-211"></span></p>
<p>Na vida real, os cães vivem e morrem, como o labrador Marley. “Astros imortais”, a exemplo de Rin Tin Tin e Lassie, estrelas de tevê dos anos 1930 e 1950, são personagens de ficção, portanto, eternos.</p>
<p>Quando bem acolhidos, todos os cães se parecem num quesito: passam a fazer parte da família. E perder um animal não é fácil. “A morte faz parte da vida, mas é difícil aceitar. Dói menos quando é natural, por velhice”, afirma Teresa Cristina Rodrigues Amador. A pedagoga convive com animais desde a infância e já vivenciou essa experiência várias vezes. Nos primeiros anos de casamento, teve os filhos e o primeiro cachorro, Jesseto, um boxer que acompanhou de perto o crescimento das crianças. “Ele morreu com problemas no coração, bem velhinho. Todos sofremos”, lembra.</p>
<p>Jesseto deixou um herdeiro, o boxer Brutus, que assumiu o posto de cão-de-guarda e também o trono de amigo incondicional. O tempo passou, as crianças cresceram e, aos 12 anos, Brutus foi diagnosticado com câncer generalizado. “Fui pega de surpresa, porque ele aparentava estar saudável”, lembra.</p>
<p>Orientada pelo veterinário a sacrificar o animal imediatamente, a pedagoga hesitou. “Queria que ele tivesse uma morte tranquila e em casa, mas isso não aconteceu. Depois de um mês, Brutus começou a sofrer. Não tive outra saída a não ser sacrificá-lo.”</p>
<p><strong>O melhor é aproveitar agora</strong></p>
<p>Teresa Cristina Rodrigues Amador tem novas mascotes em casa: a poodle toy Mini e a rottweiler Luna. “Mini é uma grande companhia. Se estou vendo tevê, ela fica comigo; se vou ao computador, ela se aninha nos meus pés; quando vou dormir, deita-se aos pés da cama”, conta. A companheira tem 11 anos e sofre com a idade avançada. A catarata roubou-lhe quase 100% da visão. Também não consegue mais subir no sofá sozinha. Mudar móveis de lugar implica muitas trombadas de Mimi pela casa. A pedagoga acompanha os indícios de velhice da cadela, mas procura não sofrer com antecedência. “Sei que vai ser triste quando chegar a hora dela, mas não penso nisso agora”, diz.</p>
<p>Eniveide Boscolo vive história parecida à de Teresa. Há cinco meses, a cabeleireira perdeu Uli, uma poodle mesclada com cocker que a acompanhou por 14 anos. A cadela Luma, cria de Uli, tem 9 anos, portanto está na terceira idade canina. “O veterinário me alertou sobre a idade avançada dela. Prefiro aproveitar cada momento que temos juntas”, diz.</p>
<p>Luma é a quarta geração de animais que mora com Eniveide. “Meu pai nunca permitiu que tivéssemos bichos. Planejei ter um cão quando tivesse minha própria casa”, lembra. Quando se casou, Eniveide abrigou a vira-lata Katucha. E, seis anos depois, veio a notícia: “Ela foi diagnosticada com cinomose e tive que sacrificá-la. Foi muito difícil”, lembra. Em pouco tempo, Yuri, um fox paulistinha, entrou para a família Boscolo. A passagem pela casa foi curta, apenas um ano. “Ele adorava ir até a calçada. Um dia, um carro em alta velocidade subiu na calçada e atingiu o cachorro. Foi horrível.”</p>
<p>Então foi a vez de Uli, que chegou à casa com 40 dias e viveu 14 anos com a família. Eniveide não consegue segurar as lágrimas pela perda recente que, segundo ela, jamais será superada. “Uli era doce, uma grande amiga”, conta. A morte da cachorra foi uma surpresa para a família. “Havia surgido um caroço no pescoço e a levei para uma consulta de rotina. O veterinário disse que ela estava com uma infecção generalizada irreversível.”</p>
<p><strong>Terceira idade saudável</strong></p>
<p>Assim como os seres humanos, os animais também atingem a terceira idade. No caso dos cães, ela chega aos 8 anos. Nesta etapa, começam a surgir os primeiros sintomas de doenças relacionadas à velhice. “Os cães idosos podem desenvolver diabetes, câncer, problemas na coluna, problemas hepáticos, entre outros”, explica o médico veterinário José Alexandre Tonella.</p>
<p>Identificar os sintomas é crucial para garantir ao animal uma velhice sadia e digna. “O aumento no xixi pode indicar diabetes, enquanto fezes muito enegrecidas denunciam um problema hepático”, explica. O veterinário lista outros sinais, como a dificuldade em levantar, passos enrijecidos, dificuldade na mastigação e surdez.</p>
<p>Apesar de todas as prováveis doenças que podem desenvolver na velhice, os cães estão vivendo mais e melhor. “Atualmente, há rações específicas para idade avançada. Isso tem contribuído para ampliar a expectativa de vida do animal”, avalia.</p>
<p>Além dos avanços em medicamentos e rações, a medicina veterinária vem conquistando terreno no tratamento de doenças como o câncer. “Antigamente, um animal com câncer esperava a morte. Hoje, há tratamento cirúrgico e até quimioterápico”, diz Tonella. A conquista vem transformando também os donos de animais, que antes optavam pelo sacrifício e hoje buscam a cura.</p>
<p>Quando todos os recursos se esgotam e o organismo não responde mais ao tratamento, é preciso avaliar como será a sobrevida do animal. Para o veterinário, uma etapa difícil é convencsemper o dono da necessidade de sacrificá-lo. “A pessoa tem medo de perder a companhia e isso é egoísmo. Se o animal for sofrer, o melhor é que seja sacrificado.”</p>
<p><strong>Histórias reais que emocionam</strong></p>
<p>A amizade entre homem e animal, assim como a superação da morte de um cão, são temas constantes no cinema. No Natal de 2008, <a href="http://caomania.com.br/leitura/marley-e-eu-a-vida-e-o-amor-ao-lado-do-pior-cao-do-mundo/">Marley &amp; Eu</a>, dirigido por David Frankel, chegou às telas e desbancou até o megassucesso Crepúsculo. O filme, uma adaptação do livro homônimo do jornalista John Grogan, arrecadou mundialmente US$ 245 milhões.</p>
<p>Um ano depois, outro enredo comovente chegou ao cinema. Baseado em uma história real ocorrida no Japão, o longa-metragem <a href="http://caomania.com.br/dicas/filme-sempre-ao-seu-lado/">Sempre ao seu Lado</a> conta a história de um professor universitário e um cão akita, encontrado ainda filhote na periferia de Nova York. A história fez tamanho sucesso que desencadeou uma verdadeira febre no Japão por akitas, cão nipônico que estava praticamente esquecido em seu país de origem.</p>
<p><strong>Velhinhos importantes</strong></p>
<p>Com uma longevidade mediana de 15 anos, alguns cães parecem ter conseguido driblar o tempo. Até 2009, o cachorro com o título de mais velho do mundo, de acordo com o Guinness Book, era uma dachshund norte-americana de 21 anos. A cadela morreu no final de 2009, em casa.</p>
<p>Com a morte da dachshund, outro cão norte-americano é candidato ao título de mais velho do mundo. Supostamente com 26 anos de idade, Max vive no estado da Louisiana, onde aguarda reconhecimento do livro dos recordes.</p>
<p><strong>Recordista absoluto</strong></p>
<p>Os livros especializados em cães afirmam que o australian cattle dog (foto) vive muito bem até os 15 anos de idade. Porém, há diversos registros afirmando que exemplares conseguem atingir 30 anos, sendo portanto a raça mais longeva que existe. A árvore genealógica do australian cattle dog (foto) começa com o cruzamento de highland collies com dingo, o temido cão aborígene da Austrália. O animal surgido dessa mistura foi cruzado com bull terrier, dálmata e kelpie preto-e-canela, dando origem à atual raça. O australian cattle dog é conhecido por outras denominações, entre elas, boiadeiro australiano, australian queensland heeler, blue heeler ou ainda red heeler. Dono de uma personalidade forte, o australian cattle dog é considerado um dos melhores cães pastores do mundo. Uma de suas características é pastorear sem latir. O branco da pelagem, que se destaca entre outros tons escuros, não é um sinal de idade, mas herança dos dálmatas. É o cão que aparece no filme O Segredo de Brokeback Mountain, dirigido por Ang Lee.</p>
<p>Por Eduardo Gregori<br />
 gregori@rac.com.br<br />
 Fonte:  <a href="http://cpopular.cosmo.com.br/metropole/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1679047&amp;area=2230&amp;authent=65C9DF8EC6156264FBDEBCC7276356" target="_blank">Revista Metrópole</a></p>
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		<title>Sorte pra cachorro</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 20:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Stancato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lendo uma matéria sobre cães abandonados (Metrópole 20/04) me deparei com algumas coisas que não dá pra acreditar, tamanha crueldade humana. Como podem serem chamados de humanos, seres que maltratam, se não matam, animais que a princípio foram acolhidos como &#8220;melhor amigo&#8221;. O pior foi esse relato de uma mulher na matéria: &#8220;Já vi cães [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="juju" src="http://caomania.com.br/wp-content/uploads/2008/05/juju1.jpg" alt="juju" width="210" height="176" align="left" />Lendo uma matéria sobre cães abandonados (Metrópole 20/04) me deparei com algumas coisas que não dá pra acreditar, tamanha crueldade humana. Como podem serem chamados de humanos, seres que maltratam, se não matam, animais que a princípio foram acolhidos como &#8220;melhor amigo&#8221;. O pior foi esse relato de uma mulher na matéria: &#8220;Já vi cães com marcas de água quente no corpo, sem orelha, com olho furado e até um com um pedaço de madeira enfiado da garganta até a coluna.&#8221;</p>
<p>Por um outro lado, o lado do bem, existem as ONGs e também as pessoas que vêem em um cachorro abandonado o futuro companheiro do lar. Você pode conferir as histórias e informações sobre as ONGs de Campinas logo abaixo.</p>
<p><span id="more-77"></span></p>
<p><em>Publicada em 20/4/2008<br />
Rodrigo Maia<br />
rodrigom@rac.com.br<br />
Revista Metropole </em></p>
<p><strong>Sorte pra cachorro </strong></p>
<p>Da rua ao sofá: cães abandonados tornam-se vira-latas de luxo quando encontram pessoas dispostas a ter um amigo fiel</p>
<p>Juju, Nitita, Nhonhoca e Kiti tiraram a sorte grande. Como elas, outros cães, igualmente afortunados, escaparam de padecer abandonados nas ruas. Boa parte desses animais é resgatada por organizações não-governamentais (ONGs) envolvidas no trabalho de proteger e encontrar lares para eles. A posse responsável é um dos pontos defendidos por voluntários desses grupos, assim como a necessidade da castração de machos e fêmeas, para evitar que os animais se proliferem. Em Campinas, há três ONGs reconhecidas pela Prefeitura. Na região, em cidades como Valinhos e Itatiba, várias ações também têm demonstrado resultados positivos. Há ainda um sem-número de pessoas que ao adotar esses cães sem donos descobrem o verdadeiro sentido de palavras como &#8220;fidelidade&#8221; , &#8220;companhia&#8221; e &#8220;amor incondicional&#8221; .</p>
<p>Basta olhar para um cachorro necessitado de ajuda para a corretora de imóveis Maria de Fátima Pressatto partir em socorro. Foi assim que Juju, uma cadela vira-lata que apareceu toda estropiada em seu local de trabalho, escapou de viver nas ruas, correndo o risco de contrair doenças &#8211; algumas incuráveis &#8211; e de procriar a cada seis meses.</p>
<p>Hoje, Juju mora na casa de Maria de Fátima. Nunca foi adestrada, mas obedece a todos os comandos da dona. A fidelidade é justa. Quando ainda &#8220;morava&#8221; em frente à imobiliária recebia da corretora carinho e ração, inclusive aos feriados. &#8220;Fazia questão de comparecer todos os dias para alimentá-la&#8221; , lembra.</p>
<p>Para Maria de Fátima, os cachorros devem atender aos comandos do dono por amor, não por medo. &#8220;O carinho é fundamental nessa relação. Tenho a impressão de que cães adotados são mais amorosos&#8221; , diz. Vindo de quem vem, a constatação merece crédito. Em 30 anos dedicados a ajudar cães e gatos abandonados, a corretora afirma ter socorrido mais de uma centena de &#8220;sem-teto&#8221; .</p>
<p>Uma vez na nova casa, os animais, antes alvos de maus-tratos, ganham o céu. A &#8220;milionária&#8221; Juju é tratada a pão-de-ló. No Verão, toma banho morno toda semana. No Inverno, a higienização completa é feita a cada 15 dias. O cardápio também é especial. Maria de Fátima faz questão de alternar carne vermelha e de frango, pois a cachorra &#8220;enjoa muito fácil&#8221; do menu. E ela tem outros caprichos. Nos passeios diários, a cachorra carrega a própria guia presa nos dentes.</p>
<p>As visitas ao veterinário também são rotineiras. A corretora não deixa passar nenhum sintoma suspeito e se mantém alerta à presença de carrapatos e vermes. Os efeitos de tantos cuidados são evidentes. Juju tem pêlos brilhantes, dentes saudáveis e olhos vivos. Está vendendo saúde.</p>
<p>Outra afortunada é a cadela Kiti. Sua sorte mudou quando vagava numa rua próxima a um pet shop. Por lá, passava a economista Helenise Mota. Foi amor à primeira vista. No mesmo dia, Kiti, ainda filhote, conquistou moradia fixa e um novo &#8220;amigo&#8221; : o boxer Gigi. A cachorra recebeu todos os cuidados necessários: castração, vacinas, vermífugos etc. Hoje, só vai ao veterinário quando apresenta algum sintoma diferente e para receber as doses de reforço das vacinas. &#8220;Muito levada&#8221; , segundo a dona, a cachorra destrói tudo o que vê pela frente. A última peripécia foi comer a carteira de trabalho da economista. &#8220;Apesar de atentada, é muito linda e amorosa&#8221; , derrete-se.</p>
<p><strong>Progressão geométrica</strong></p>
<p>Uma cadela tem cinco filhotes, sendo três machos e duas fêmeas. Após seis meses, todas as fêmeas, inclusive a mãe, dão cria ao mesmo número de filhotes machos e fêmeas. Se esse ciclo se repete a cada seis meses, quantos cachorros serão ao longo de dois anos? O problema foi resolvido numa progressão geométrica de razão três, por Claudio Jorge, professor de matemática da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).</p>
<p>Eis a resolução: na primeira leva são cinco cães. Na segunda, 15, sendo seis fêmeas. Na terceira gestação, são nove fêmeas. Ao todo, ao longo de dois anos, são quatro gestações, resultando em 605 animais. Somando a mãe, são 606 cães precisando de casa.</p>
<p>Para evitar a proliferação de cães, a castração é o ato mais simples e eficaz.</p>
<p><strong>Mudança de vida</strong></p>
<p>Mineira de Altinópolis, a psicóloga Giany Agege Marques Silva foi surpreendida por uma cena que jamais esquece. Um caminhoneiro, que passava próximo a um supermercado, atirou três cães para fora do veículo. Dois fugiram e uma foi atropelada. Giany socorreu a cadela e a levou ao veterinário.</p>
<p>Batizada de Nitita, ela se recuperou bem, mas o ferimento em uma das patas agravou-se. Depois de um ano de tratamento e consultas a vários especialistas, Giany acatou a opinião dos veterinários: autorizou a amputação da pata dianteira esquerda. Foi uma boa medida. &#8220;Logo após a cirurgia, Nitita já saiu andando&#8221; , lembra.</p>
<p>A presença de Nitita tem um significado especial para Giany. A psicóloga, que já pensava em se mudar de Campinas, passou a ver a cidade de outra maneira. Nos passeios diários com a cachorra, encontrou um novo círculo social. &#8220;Fiz muitas amizades graças a ela. Consegui até um emprego numa dessas conversas informais na praça&#8221; , diz.</p>
<p>No início do ano passado, Nitita surpreendeu novamente. Numa volta pelo Centro de Convivência Cultural, a cadela, que estava com a chamada gravidez psicológica, adotou e amamentou três filhotes de gato abandonados na praça. Giany doou dois e ficou com o terceiro, chamado de Praga. Hoje, Nitita e Praga são inseparáveis. Também em 2007, Giany trouxe de Alpinópolis, a cadela Nhonhoca, adotada cinco anos antes. &#8220;No início, as duas se estranharam bastante. Agora, não se largam.&#8221;</p>
<p>Para Giany, o ser humano tem muito a aprender com os animais. &#8220;Eles nos ensinam coisas importantes como amor, humildade e altruísmo. Os animais nos trazem felicidade&#8221; , afirma.</p>
<p>Maria de Fátima Pressatto, amiga de Giany, conta que presenciou as mais diversas atrocidades cometidas contra os cachorros que vivem nas ruas. &#8220;Já vi cães com marcas de água quente no corpo, sem orelha, com olho furado e até um com um pedaço de madeira enfiado da garganta até a coluna.&#8221;</p>
<p><strong>Castração</strong></p>
<p>A veterinária Hanako Nancy Momma explica que a castração é um procedimento simples, tanto em machos quanto em fêmeas. Os cães podem ser<br />
castrados a partir dos seis meses. Nos cachorros machos, depois da anestesia, é feito um corte pré-escrotal e os testículos são retirados. O procedimento é o mesmo para gatos. O tempo de duração da cirurgia é de aproximadamente<br />
meia hora.</p>
<p>Há algumas vantagens na castração dos animais. A veterinária enumera: previne tumor em testículos, próstata e perianais; evita a marcação de territórios com urina; evita brigas e disputas por fêmeas.</p>
<p>Nas fêmeas, a castração deve ser feita antes do primeiro cio. Após a anestesia, são retirados os ovários e o útero. A intervenção demora em torno de uma hora e o pós-operatório requer cuidados com medicação para dor.</p>
<p>Prevenção de doenças como o carcinoma mamário (câncer de mama) é uma das vantagens. A cirurgia evita ainda a gravidez indesejada e a proliferação descontrolada.</p>
<p><strong>Posse responsável</strong></p>
<p>Antes de adotar um cão, é preciso lembrar que o animal gera gastos, requer tempo e atenção do dono e pode viver por mais de dezeanos. &#8220;Animal é ser vivo. Não é um brinquedo que se guarda no armário, quando se cansa dele&#8221; , reforça a veterinária Hanako Nancy Momma.</p>
<p>O porte do cachorro a ser adotado é um ponto importante. Para apartamentos e casas com pouco espaço, o ideal são cães pequenos. A consulta a um veterinário é determinante para se saber a real situação do animal. Ectoparasitas (pulgas e carrapatos) devem ser combatidas e eliminadas. A vacinação depende da idade do cachorro.</p>
<p>Os custos começam com vacinas e vermífugos. É preciso providenciar ainda um local para o animal dormir, assim como potes de comida e de água. O preço da ração também deve ser colocado na ponta do lápis, pois tem impacto no orçamento mensal.</p>
<p>Para despesas eventuais, é aconselhável manter uma reserva financeira. Assim como os humanos, os bichos não escolhem datas para adoecer. Depois da adoção, é essencial que o dono dispense parte de seu tempo para o animal. Ele necessita de carinho e precisa de passeios diários.</p>
<p>Na hipótese de o dono necessitar se desfazer do animal, a recomendação da veterinária é para que se procure uma ONG ou uma associação que possa ajudar numa nova adoção. &#8220;Jamais o abandone na rua&#8221; , reforça Hanako.</p>
<p><strong>Doenças comuns</strong></p>
<p>Entre as doenças mais comuns nos cães está a raiva. Transmitida por saliva ou mordida, pode ser fatal. A leptospirose, adquirida na contaminação pela urina de rato, tem cura, mas precisa ser diagnosticada rapidamente. Além disso, pode ser transmitida aos seres humanos, da mesma forma que fungos e sarna.</p>
<p><strong>Colabore</strong></p>
<p><strong>UNIÃO PROTETORA DOS ANIMAIS (UPA)</strong></p>
<p>Organização não-governamental voltada ao resgate, à proteção e à doação de animais, que estão nos Centros de Controle de Zoonoses. No primeiro ano de existência, a UPA conseguiu suspender o uso da câmara de gás para sacrificar animais, doar aproximadamente três mil, castrar outros dois mil e proibir o envio de bichos como cobaias em universidades. As cadelas castradas saem da entidade com a palavra &#8220;castrada&#8221; tatuada na barriga. Isso evita que o animal entre novamente em processo de castração.</p>
<p>A UPA aceita doações de objetos que não serão mais utilizados por proprietários de cães e gatos, como remédios, cobertas, xampu, roupas, comedouros, guias, coleiras, casinhas, rações e escovas.</p>
<p>Todo segundo sábado do mês, a entidade realiza reuniões de voluntários no Gordão Lanches da Norte-Sul (sentido Taquaral), às 14h. A instituição iniciou um programa de identificação de animais com foto digitalizada, coleira com lacre contendo nome e telefone do proprietário e uma tatuagem com duas letras (foto). O serviço custa R$ 10,00.</p>
<p>Colaborações: doações em dinheiro no Banco Itaú, agência 2976, conta 03677-8.<br />
Informações: f. 3295-1772 ou atendimento@upanimais.org.br</p>
<p><strong>ASSOCIAÇÃO AMIGOS DOS ANIMAIS DE CAMPINAS (AAAC)</strong></p>
<p>Atende somente aos casos especiais, que são cães atropelados ou idosos. Cuida de aproximadamente 2 mil cachorros e 550 gatos.</p>
<p>A AAAC aceita doações de rações, medicamentos, roupas, vasilhas, jornais e produtos de limpeza. Quem preferir, pode deixar ração paga em algum pet shop. Para angariar fundos, a associação realiza bingos beneficentes, rifas, bazares e eventos.</p>
<p>Colaborações: doações em dinheiro no Bradesco, agência 2118-0 C, poupança 25.505-0; Itaú, agência 2964, conta 20.470-1; e Real, agência 0644, conta 9.722.570.</p>
<p>Informações: f. 3276-2244 ou aaac@aaac.org.br</p>
<p><strong>INSTITUTO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA ANIMAL (IVVA)</strong></p>
<p>O IVVA é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que realiza ações em prol de animais abandonados. Recolhe gatos e cachorros das ruas, adultos e filhotes, vítimas de maus-tratos ou mesmo em estado normal. Os animais aguardam doações em lares temporários. Nesse período, são vacinados e vermifugados. As fêmeas adultas são doadas já castradas. Antes de entregar para doação, o IVVA realiza uma entrevista com o provável dono do bichinho.</p>
<p>Colaborações: para fazer doações, é necessário enviar um e-mail para tesouraria@ivva-campinas.org.br</p>
<p><strong>ABRIGO PITUKINHA</strong></p>
<p>Canil construído pela administradora de empresas aposentada, Roselvira Passini, em Itatiba. Ela recolhe e castra cachorros de rua. Atualmente, abriga 68 cães, sendo 22 destinados a doações. Os outros 46 estão em idade avançada ou com problemas de saúde. Possui sala de cirurgia própria. Todos os finais de semana, Roselvira realiza feira de cães no supermercado Covabra. Por mês, gasta 450 quilos de ração, 100 de arroz e mais 180 de pescoço de frango.</p>
<p>Colaborações: quem quiser doar ração, medicamentos ou acessórios para os cães, deve entrar em contato com a proprietária, pelo telefone (11) 4538-1392.</p>
<p><strong>PATA AMIGA</strong></p>
<p>Grupo de proteção fundado há seis anos. O canil fica em uma chácara em Valinhos e os eventos para arrecadação de ração, medicamentos e objetos são realizados em Campinas. Recolhe cachorros em condições especiais, como acidentados, doentes e idosos. Dos 300 cães abrigados, alguns não possuem dentes, outros estão cegos ou em condições de saúde precárias.</p>
<p>Colaborações: para doações, fale com Renato pelo telefone 9112-4321.</p>
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