Bons modos no mundo animal
Móveis riscados, um tapete alagado e aqueles dias em que cães e gatos amanhecem intratáveis são algumas das situações que todo dono de um desses animais já enfrentou – mas nem sempre soube como resolver.
Monica Weinberg
Ao repreenderem seu bicho de estimação, as pessoas erram, basicamente, quando partem para o grito e apelam para a força bruta. Isso não surte nenhum efeito positivo. O que funciona para lapidar os modos de caninos e felinos é a paciente aplicação de um conjunto de medidas baseadas em alguma psicologia – e bastante treino. Sobre elas, VEJA ouviu três especialistas: Victoria Stilwell, apresentadora do programa da TV inglesa Ou Eu ou o Cachorro, retransmitido no Brasil pelo canal GNT; a veterinária americana Mieshelle Nagelschneider, especialista em comportamento de gatos pela Universidade Harvard; e o adestrador Alexandre Rossi. Eles concordam num ponto básico – e, de certo modo, alentador: é melhor começar a educar cães e gatos desde cedo, mas, mesmo para aqueles de mais idade, sempre há solução. A seguir, as sugestões do trio.
Situação: o cachorro faz os cômodos da casa de banheiro
O erro mais comum dos humanos: ao flagrar as necessidades fisiológicas do cão depositadas no tapete da sala, gritar e ainda puni-lo com palmadas. O efeito é zero, uma vez que o animal não capta a razão do castigo
O que recomendam os especialistas: passear na rua com o cão – se der, três vezes por dia. Ele costuma fazer pipi pela casa justamente por estar privado de uma rotina ao ar livre. Outra medida de sucesso é eliminar os obstáculos entre o cachorro e seu próprio “banheiro”. Às vezes, ele não chega lá por dar com o focinho numa porta fechada
Tempo para resolver o problema: três meses. Se passar disso, é bom conversar com um veterinário sobre a possibilidade de uma incontinência urinária
Situação: o cão faz o dono – ou quem mais aparecer por perto – de pula-pula
O erro mais comum dos humanos: repreendê-lo com gritos. Quando pula, afinal, o cachorro busca atenção – e é justamente o que o dono estará lhe dando ao esbravejar. Para piorar o cenário, o cão ainda se sentirá estimulado a seguir com a brincadeira
O que recomendam os especialistas: ignorar as acrobacias, mesmo que isso traga algum incômodo, e só voltar a falar com o cachorro quando ele aterrissar as quatro patas no chão. Se o cão insistir com os pulos, castigue-o com momentos de clausura
Tempo para resolver o problema*: quinze dias
Situação: latidos em alto e bom som – noite e dia
O erro mais comum dos humanos: gritar com o cão
O que recomendam os especialistas: o cachorro late, antes de tudo, para chamar atenção e se sentir no comando do território que o cerca. O desafio aqui é mostrar que, com os latidos, ele estará mais distante de tais objetivos. Daà a tática de lhe dar um gelo. Quando o cão se aquietar – e ao ser ignorado isso sempre acontece –, a estratégia é premiá-lo com algo comestÃvel ou uma brincadeira qualquer. O objetivo é estimular o tão almejado silêncio fazendo o cachorro associá-lo a um bom momento
Tempo para resolver o problema: um mês
Onde encontrar mais respostas sobre o comportamento de animais domésticos: www.caocidadao.com.br (do adestrador Alexandre Rossi); www.victoriastilwell.com (da inglesa Victoria Stilwell, especialista em cães); e www.thecatbehaviorclinic.com (da americana Mieshelle Nagelschneider, especialista em gatos pela Universidade Harvard)



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Prezados Senhores
Necessito de uma orientação0 para lidar com a seguinte situação:
tenho 2 cadelas e 1 macho, sendo que uma das cadelas é do tipo mais avantajado e agressivo.
Até então as duas cadelas conviviam harmoniosamente, mas, a partir do momento em que resolvi ter mais um filhote, macho, parece, não tenho certeza, que esse fato desencadeou uma grande rivalidade entre as fêmeas, tendo eelas se engalfinhado a ponto de uma delas, a mais fraca e menor ficar bastante machucada.
Separei as duas e tenho dúvidas se devo novamente colocá-las juntas.
O que devo fazer?
Estou a ponto de doar o filhote e trazer de volta a fêmea mais forte, pois ela já faz parte da famÃlia a muito tempo.
Aguardo seu pronunciamento e desde já agradeço.
Telma Luisa Garzi Olivieri